quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Janeiro e a chegada do baby I

Entre o Natal e o Ano Novo pouco se passou. Eu tentava fazer o dia-a-dia normal mas as dores no esqueleto eram mais que muitas. As noites também já tinham deixado de ser para dormir e as insónias e a falta de posição atacavam a cada serão. Ainda assim deitava-me cada vez mais feliz por ser mais um dia que passava e menos um que faltava para o I. chegar. Sempre tive a sensação de que ele não chegava às 40s e tinha razão! Também com uma gravidez com tantas ameaças dele querer vir cá pra fora, não foi de estranhar.

No dia 6 de Janeiro fui a mais uma consulta de rotina, e calculei que fosse a última uma vez que já estava de 35s+5d e a partir dali suspeitei que iria ter com o GO ao hospital! Ora...errado...a consulta foi digamos que...num foguete! "Então, como estão? E esse rapaz?" "Ah tudo bem...cansadita e com dores", "Então e a tensão? Vamos lá ver como isso está!" E puffffff...145/ 100! Fiz uma eco rápida só pra ver se o rapaz continuava bem e saí do consultório directo para o hospital com uma cartinha para os médicos da urgência procederem ao internamento. Do consultório à entrada da urgência acho que nem 200 m são, mas o S. levou o carro para mais perto...não fosse eu me cansar.
Eu ía tão atrofiada...bem disse ao meu médico, estava mais mentalizada para o míudo nascer prematuro do que eu ter que ficar internada. Mas lá tive que gramar!
O processo do internamento também me estava a dar "em gasturias"... mediram-me a tensão arterial e por incrível que pareça estava um bocadito mais baixa. Como as médicas que lá estavam tinham sido as mesmas que me tinham antendido uns dias antes (sim...entre o natal e o início de Janeiro ía ao hospital de 3 em 3 dias com os valores completamente alterados e mesmo assim nunca fizeram nada...nem sequer passaram medicação, o que o meu GO fez quando veio de férias e finalmente consegui falar com ele...mas isso pode ficar para outro post!). Então não é que as ditas me disseram que ah e tal, fazemos o internamento porque é o pedido que vem na carta mas isto parece-nos excesso de zelo do Dr.. WHAT??!!!!!!!
O que me valeu naqueles dias foram as enfermeiras 5* (e o enfermeiro vá!) e a médica novinha que fazia as rondas todos os dias (e que acabou por me fazer a cesariana). As tensões continuaram razoáveis mas de vez em quando acusava proteína na urina e havia ainda o risco da pré-eclâmpsia. Ao fim de 4 dias a fazer medicação, análises regulares e vários ctg's ao dia, alguns dos quais já acusavam contracções fortes, embora irregulares, suspeitei que tinha alta no dia seguinte. Eu bem as sentia, mas dores, graças a deus, nada.

Resumindo, a tal médica veio ver-me na véspera do parto e fez o toque..."ainda está demorado" disse ela, as contracções ainda não tinham surtido efeito. Nesse mesmo dia, às 13h já tinha contracções regulares de 10 em 10 minutos e dores, muito fracas. Quando a visita estava a terminar o S. foi avisar as enfermeiras de que as contracções estavam a ficar cada vez menos espaçadas e que as moinhas estavam mais fortes...ctg e toque...contracções de 5 em 5 minutos e 3 cm de dilatação. Acabei por lhe dizer para vir para casa...o parto podia desencadear-se ou não. Às 2:30h da madrugada acabei por lhe ligar...ía para a sala de partos! Rapidamente fez os 60 km que nos separavam e juntou-se a nós...às 3:10h já tinham rebentado as águas. As dores continuavam a ser muito fracas mas optei pela epidural porque não sabia o que viria a seguir...adormeci! às 7h e pouco novo toque...a dilatação seguia normalmente mas o pequeno estava a bater com a cabecita na bacia e não encontrava a posição de saída...nessa altura apercebi-me que haviam muito poucas probabilidades de ter um parto vaginal. O tempo passou rapidamente e apenas sentia algum desconforto de o sentir a bater nos ossos. Por volta das 9:45h os médicos tomaram a decisão de partir para cesariana...ainda não tinha a dilatação completa mas segundo o que me disseram se não estava em posição naquela altura é porque também já não se punha e não valia a pena fazer-me esperar mais. Estava tranquila mas fiquei triste...o S. não ía poder estar connosco e não ía ver o baby I. nascer.
Às 10:41h ouço dizer..."mamã, o seu bebé vai nascer" e as lágrimas escorriam-me pela cara. Nasceu com uma circular (como eu sempre temi pelo que via nas eco's) mas chorou logo...o choro mais lindo que alguma vez ouvi. Perguntaram-me se o queria ver...CLARO!!!!! Vi-o de raspão, eu estava atordoada e como ainda sentia a revolução de me estarem a remexer deram-me anestesia geral por um breve período. Assim que abri os olhos estava uma enfermeira com o nosso filho já vestidinho (limpinho já ele tinha nascido :)), meteram-no no berço e levaram-no. Eu mudei de cama e andei pelos corredores até entrar no recobro...senti que era uma mulher completamente realizada e feliz! Estávamos os 3 juntos! O S. estava debruçado sobre o berço e consegui ver-lhe o brilho nos olhos de longe...era tudo novo mas batia tudo tão certo, ! Muito mais do que tínhamos sonhado...e assim tem sido...


Ps- E assim se publica uma mensagem que começou a ser escrita já lá vai um mês.

2 comentários:

Filipa Serrão Oliveira disse...

:) deixaste-me uma lágrima no olho. Mereces isto e muito mais. Que a vida continue a trazer-te toda essa felicidade! Se puderes (e quiseres - se não quiseres não levo a mal!) envia-me uma fotografia dele para o mail para o conhecer! filipaserrao@gmail.com. Um abraço apertado!

Saltos Altos Vermelhos disse...

Ai R* que lindo! O meu já foi há quase 7 meses e é mesmo o momento mais especial das nossas vidas!