segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dia da Mãe

Às vezes, sonhar muito com alguma coisa ou com alguma situação leva a que, aquando da sua realização, a realidade não seja tão boa como o sonho. 
Toda a minha vida sonhei em ser mãe e há cerca de 3 anos começámos a tentar. Demorou, sofremos...mas somos pais. Há quase 4 meses nasceu o nosso rebento e apesar de ter pensado muito em como me sentiria, como viveria este dia...tudo superou o sonho e nem consigo descrever a emoção que tenho sentido.
Quase todos os dias de manhã me levanto ensonada e com a sensação de que mais uma hora de sono não me faria mal, mas pego no I e entre sorrisos e esfregadelas das mãos nos olhinhos mudo a fralda e dou-lhe o leitinho. No fim já ele está bem desperto e sorri...sorri tanto que eu choro...correm-me lágrimas de emoção e digo-lhe tantas vezes que o amo...tantas.
Hoje não foi diferente, as lágrimas não correram mas senti uma enorme urgência em "nos despachar" para sair. O S. tinha uma actividade importante e nestas ocasiões gosto sempre de estar ao lado dele para que sinta o meu apoio...hoje seria o NOSSO apoio e assim que lá cheguei e ele nos viu senti-me tão completa, tão feliz. AMO a minha família! Como chovia decidi não fazer a caminhada e fiquei com o baby I. à espera da chegada. Entretanto senti que faltava outra peça...a minha mãe. Apesar de ter combinado com ela uma visita a nossa casa, liguei para lhe desejar um Feliz dia da Mãe.
Fiquei preocupada, não a senti bem...sei que é natural e que até a saúde do meu pai estar outra vez "impec" vamos estar de vez em quando um bocadito mais em baixo. Mas o prognóstico é favorável e é nisso que nos temos que concentrar. Mas não era isso...era a minha avó que já andava a fazer das dela. Adoro a minha avó, mas ela tem mudado radicalmente. Ultimamente acho que tem uns ciúmes terríveis da minha mãe e está a tentar "assambarcá-la" outra vez. Eu tento tentado falar com a minha mãe mas também sei que é difícil...é a mãe dela. Apesar de adorar a minha mãe, ambas temos limites bastante definidos acerca da privacidade uma da outra que nem precisam de ser delimitados. Instintivamente a minha mãe foi-se apercebendo de quando está a meter o bedelho onde não é chamada e "põe-se fina" (e quando não se apercebe também trato de a chamar à atenção...nada de mal entendidos! :)) Mas porque a minha avó sempre se apoiou muito nela (tretas à parte, foi pura negligência e desrespeito do meu tio e primos pela mãe e avó, respectivamente), a minha mãe sempre foi muito permissiva e agora que precisa de tempo para ela e para o meu pai, para o apoiar, a minha avó não a compreende e pior de tudo, não a respeita. Apesar de sermos uma família muito próxima também não me quero meter demasiado...mas é a minha mãe e apesar de ela sempre me ter protegido, agora sinto que sou eu que a preciso de proteger. Também sei que é complicado para ela de o permitir, mas gostava que ela confiasse na educação que me deu e se apoiasse sem reservas...mas sei que não o faz, afinal ela é um dos pilares e não se vai deixar abater assim...só tenho medo de que depois, quando o meu pai estiver bom,  seja ela a estar demasiado cansada e desgastada.

Episódios deste à parte...enquanto decorreu a actividade muita gente nos abordou por causa de quem??? Do baby I, claro, que distribuiu charme a manhã toda e eu, bem...babava!!!!!
Não sei se estarei a ser parva mas comentei com o S., Se Deus quiser ainda vou comemorar muitos dias da Mãe com o I e quem sabe com mais filhos, mas este, o primeiro, é sem dúvida MUITO, MUITO especial. Não só pela dor que por vezes se fez sentir durante este percurso, não só pelas prendinhas...mas porque tenho um filho que é muito mais do que alguma vez sonhei. Está grande, doce, sorridente, sempre foi muitoooooo simpático mas agora está o cumulo, sempre muito bem disposto...ainda mal está a abrir os olhos de manhã e só de ouvir a minha voz abre um sorriso enorme, é um tagarela e está sempre a tentar fazer sons novos, é super observador e já não quer estar muito tempo deitado...quer é explorar o que o rodeia. Está a crescer a olhos visto e confesso que agora começo a perceber porque é que as mães têm saudades dos seus filhotes muito bebezinhos, mas sem dúvida, a minha maior felicidade é vê-lo crescer e acompanhar todos os dias as pequenas descobertas que faz.
Hoje mais do que alguma vez, sinto que nasci para ser mãe, nasci para o amar, educar e acima de tudo, fazê-lo feliz, porque para nós, educá-lo é ensiná-lo a ser um homem honrado e dar-lhe as ferramentas que o façam procurar o seu caminho e encontrar a felicidade. Hoje, mais uma vez te digo...Amo-te meu filho! Obrigado pela transformação que geraste em mim, pela felicidade que me trazes e pelo amor que me dás! AMO-TE e espero ser para ti pelo menos o que a tua avó tem sido para mim! Acredito que também a minha mãe esteja a viver este dia com outra emoção :) e a ela só lhe posso dizer: OBRIGADA! Agradeço-te pela liberdade que me deste para ser eu e espero que te orgulhes da tua "obra" LOL.

By the way...o filhote, combinado com o pai e com os avós ofereceu-me duas contas para a minha Pandora...a comemorativa do Dia da Mãe e a galinha...sim, porque eu sou assumidamente uma mãe galinha!!!!!!

2 comentários:

Lili disse...

Olá amiga,

gostei muito deste post. É verdade que quem esperou tanto por um filho sinta toda a alegria da maternidade do forma mais intensa e viva cada momento de forma especial. Sinto o mesmo :)
O baby I é um bebé muito amado e vai continuar a ser sorridente e feliz porque tem uma mãe com "M" maiúsculo. Um beijo enorme para vocês!

Filipa Serrão Oliveira disse...

Lindo ler-te! Sermos mães transforma-nos mesmo em outras pessoas! Também não me canso de dizer à Clara várias vezes por dia que a amo imensamente! Os meus dias ficaram mais brilhantes e a vida ganhou outro sentido. Não consigo imaginar amar outro bebé tanto quanto a ela, mas toda a gente me diz que o amor se multiplica. Beijinho!